sábado, 11 de agosto de 2012

SEBRAE traça perfil do microempreendedor individual de hoje e prevê 4 milhões formalizados até 2014

O Sebrae divulgou no inicio deste mês (2/8) um estudo que revela o perfil dos mais de 2,5 milhões Empreendedores Individuais (EI) brasileiros – empresários com faturamento bruto até R$ 5.000 por mês. Segundo projeções da entidade, esse número deve chegar a 4 milhões em julho de 2014, ultrapassando o número de micro e pequenas empresas. Para 2022, a previsão é de 8 milhões.

O estudo constatou que esse grupo de empresários é formado por homens e mulheres com idade entre 25 e 39 anos e ensino médio completo. Eles estão em maior número na região Sudeste e trabalham em casa, principalmente em atividades de comércio ou serviços. Em geral, não têm outra fonte de renda e buscaram a formalização para ter acesso ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e à nota fiscal. “O levantamento também mostrou que esses empreendedores buscam e recomendam a formalização”, afirma Luiz Barretto, presidente do Sebrae. “Eles também querem crescer e se tornar pequenas empresas.”

A pesquisa do Sebrae, realizada com 11.500 pessoas em todas as regiões, identificou que comércio (39%) e serviços (36%) são as duas principais áreas de atuação dos EI. As mulheres têm grande participação nas duas – elas são 52% no comércio e 50% em serviços. O estudo também constatou que elas estão mais motivadas a empreender pela flexibilidade de horários do EI. “A possibilidade de trabalhar em casa e equilibrar a vida profissional e pessoal é um grande atrativo”, afirma Barretto.

Segundo os dados, 36% desses empreendedores têm ensino fundamental completo ou menos, comparado aos 60% da população brasileira nessa faixa. Em compensação, 48% dos EI possuem ensino médio ou técnico completo, ante 26% dos brasileiros acima de 18 anos com esse nível de instrução. Barretto afirma que isso foi uma surpresa boa, pois uma formação um pouco melhor pode ajudar na taxa de sobrevivência da empresa.

Uma grande surpresa do estudo foi constatação de que apenas 10% dos EI procuram financiamento para começar o negócio. “A necessidade de pouco investimento inicial para esse tipo de empreendimento justifica esse número”, afirma Barretto. “Além do mais, nesse tamanho de negócio, a busca por conhecimento e capacitação é maior do que por busca por crédito.”

FONTE: REVISTA PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS.

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