quinta-feira, 9 de agosto de 2012

SONHO POSSÍVEL: EDIÇÃO 02 - ELES VENCERAM!

MATÉRIAS FALANDO SOBRE MICROEMPREENDEDORES QUE VIRARÃO MICROEMPRESÁRIOS E SUBIRAM DE PORTE EMPRESARIAL.

FONTE: AGENCIA ESTADÃO:

MEIs crescem e viram microempresários

Figura jurídica criada em 2009 tirou mais de 2,7 milhões de empreendedores da informalidade. E 47 mil já mudaram de enquadramento

piauiense Kelvis Barros começou vendendo armações de óculos na rua e, hoje, tem uma microempresa no Distrito Federal
Mais de 25,9 mil empreendedores individuais (EI) do país ultrapassaram o teto da receita bruta anual permitida para esse tipo de atividade econômica, de no máximo R$ 60 mil anuais, e subiram de patamar na escala empresarial. Hoje são donos de microempresas, modalidade de negócio em que podem faturar até R$ 360 mil por ano.
É o que mostra balanço do Sebrae desde que a figura jurídica do Empreendedor Individual entrou em vigor, em julho de 2009.  Os dados são do Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br), onde é feita a formalização dos EI – trabalhadores por conta própria como vendedoras de roupa, costureiras, cabeleireiras, rendeiras, pedreiros, borracheiros, barbeiros e verdureiros, entre outros.
Morador de Samambaia (DF), o piauiense Kelvis Rocha está na relação dos que cresceram e se tornaram microempresa.  “Era isso que eu queria, pois a gente tem que pensar alto e ir buscar o que quer”, diz Kelvis. Aos 35 anos, ele conta que crescer no mundo empresarial é um objetivo que persegue desde os 17 anos, quando começou a trabalhar como feirante no Piauí. Passou dez anos vendendo frutas, verduras e legumes como ambulante em Teresina e cidades próximas. Na época, pouca gente se formalizava porque achava-se que era difícil e caro.
Kelvis chegou a trabalhar algum tempo no comércio local, mas há cerca de três anos tomou a decisão que mudou a sua vida. Ele largou tudo e veio morar no Distrito Federal com a mulher e os quatro filhos. Trazia consigo uma ideia fixa: montar o próprio negócio na área de óticas, ramo em que tinha experiência.  Na capital federal, formalizou-se como empreendedor individual.
Investiu o pouco dinheiro que guardou em anos de trabalho na compra de óculos para vender pelas ruas da cidade. Colocava tudo numa mala e saía mostrando o produto aos potenciais compradores. Passado um ano, o empreendedor alugou uma sala. Hoje, é distribuidor de produtos do ramo, fabrica lentes e monta óculos.
A melhoria nos negócios também se reflete na vida pessoal. Financiou a casa própria e o carro novo e matriculou os filhos numa escola particular. Kelvis não tem dúvidas de que as conquistas foram possíveis graças à formalização como EI. A inscrição na categoria é gratuita e os tributos reduzidos. Os EI pagam uma taxa fixa mensal de 5% sobre o salário mínimo para a Previdência Social, mais R$ 1,00 se for da indústria ou comércio ou R$ 5,00 se da área de serviço.
“São facilidades fundamentais para quem está começando e não tem muitos recursos. Se não fosse isso, eu ainda estaria irregular”, diz Kelvis, que explica que quis se formalizar para crescer. “Quero expandir os negócios” diz o empresário. Ele lembra de outra ajuda muito importante: as orientações que buscou no Sebrae. “Fiz o registro com a ajuda do Sebrae”, diz o empresário, que também buscou informações na instituição sobre a gestão do negócio. “Uma das orientações foi que, se eu quisesse ter sucesso, precisava me profissionalizar”, lembra.
Por conta própria, fez um curso de mecânica ótica, no qual aprendeu a fabricar lentes e montar óculos. Também segue à risca um lema que aprendeu no Sebrae: “para progredir é preciso, além de aproveitar oportunidades e condições favoráveis, traçar metas, acreditar no próprio ideal, ter foco e trabalhar para conseguir seu objetivo”.


Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE
Luciana administra o negócio e atende clientes, enquanto Alexandre produz pães e doces
Dois anos após se formalizar como microempreendedora individual (MEI), Luciana de Jesus percebeu que o faturamento da padaria Teka Luiza Pães e Doces, fundada por ela em 2009, estava ultrapassando o limite permitido aos MEIs – R$ 60 mil por ano. “Fui orientada pelo Sebrae a contratar um contador e mudar o enquadramento para microempresa, a partir de novembro do ano passado.” O crescimento do negócio é comprovado pela produção de pão francês. “No início eu vendia entre 200 e 300 pães por dia, hoje são 1.200.”

Assim como Luciana, 47.294 MEIs se tornaram microempresários nos últimos três anos, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Enquanto dados da Receita Federal apontam que desde julho de 2009, quando foi criada a figura jurídica do MEI, até agora, foram mais de 2,7 milhões de formalizações.
Para Luciana, que agora administra a padaria em conjunto com o marido, Alexandre Maciel da Silva, foi uma satisfação ver o negócio evoluindo. “Mas isso também acarretou muito mais trabalho. Agora, nossa responsabilidade é dobrada e a cobrança dos clientes também.”
O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, explica que o faturamento de uma microempresa pode chegar a R$ 360 mil por ano em estados como São Paulo e Rio. “Em Estados com menor participação no PIB, o limite é um pouco inferior.”
Além do faturamento maior, os encargos tributários também são outros. “A microempresa tem a carga tributária atrelada ao faturamento bruto, que vai de 4% a 11,61% para o comércio, de 4,5% a 12,11% para a indústria, e de 6% a 22,9% para serviços, dependendo da faixa de faturamento”, diz Barretto.
Ele acrescenta que a microempresa também deve fazer a declaração anual mais detalhada do que a do empreendedor individual, informando o faturamento, a ocupação e outros itens. “Também deve cumprir outras exigências, que variam conforme o Estado e o Município.”
No entanto, o que pode parecer complicado para alguns, para Kelvis Barros Rocha foi uma solução. “Dificuldade eu sentia antes, quando não tinha nota fiscal nem outros documentos. Era ruim para trabalhar, porque o negócio informal não oferece credibilidade e fica difícil conquistar clientes. Depois que me formalizei como MEI, as coisas melhoraram muito”, garante o dono da ótica Brasil Ocular.
O piauiense trabalhou na informalidade por mais de dez anos vendendo frutas, verduras e legumes pelas ruas de Teresina e cidades do interior do Piauí.
Em 2010, juntou suas economias e mudou com a família para Brasília. “Assim que cheguei, comprei algumas armações de óculos e saí vendendo pelas ruas, mas logo me formalizei como MEI.”
Rocha fez curso de mecânica ótica, aprendendo a fabricar lentes e a montar óculos. “Depois disso, consegui fechar algumas parcerias. Hoje, tenho uma loja e trabalho só com atacado fornecendo para 150 óticas.”
Desde o início do ano, Rocha passou a ser microempresário, mas faz questão de ressaltar as conquistas que obteve como MEI. “Consegui dar entrada em um casa e financiar um carro, além disso matriculei meus quatro filhos em escola particular.”
O “Perfil do Empreendedor Individual (EI)”, estudo divulgado pelo Sebrae no início do mês, mostrou que a formalização resultou em aumento de faturamento, investimentos e melhoria no controle financeiro. Além disso, foi constatado que 70% dos MEIs pretendem crescer como empresa.
É exatamente esse o objetivo de Claudinéia Aguiar Dias, que criou a Chocolates e Doces D’Klau em 2010, e se prepara para virar microempresária. “Meu projeto é montar uma delicatessen, mas quero estar bem estruturada e crescer sem tropeços”, diz.
Como parte dessa mudança, ela está fazendo cursos no Sebrae a fim de dominar assuntos como administração, marketing, logística, estoque etc.

::O que muda::

Faturamento
No estado de São Paulo o faturamento bruto da microempresa vai até R$ 360 mil por ano, ou seja, R$ 30 mil por mês.
Contribuição
A contribuição tributária do microempresário se refere unicamente à empresa e seus funcionários. No Supersimples, em um único boleto, são unificados seis impostos federais (IRPJ, IPI, PIS, COFINS, CSLL e INSS patronal), além do ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Os direitos previdenciários do proprietário são pagos à parte.

Tributos
A carga tributária da microempresa é atrelada ao faturamento bruto, que vai de 4% a 11,61% para o comércio; de 4,5% a 12,11% para a indústria; de 6% a 22,9% para serviços, dependendo da faixa de faturamento. Além disso, é preciso fazer declaração anual mais detalhada sobre faturamento, ocupação e outros itens, além de outras exigências que variam conforme o Estado e o Município.



Cerca de 26 mil sobem de categoria

O piauiense Kelvis Barros começou vendendo armações de óculos na rua e, hoje, tem uma microempresa no Distrito Federal
Kelvis deixou o Piauí com o sonho de se tornar empresário na capital do país Kelvis deixou o Piauí com o sonho de se tornar empresário na capital do país

Brasília – Mais de 25,9 mil empreendedores individuais (EI) do país ultrapassaram o teto da receita bruta anual permitida para esse tipo de atividade econômica, de no máximo R$ 60 mil anuais, e subiram de patamar na escala empresarial. Hoje são donos de microempresas, modalidade de negócio em que podem faturar até R$ 360 mil por ano.
É o que mostra balanço do Sebrae desde que a figura jurídica do Empreendedor Individual entrou em vigor, em julho de 2009.  Os dados são do Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br), onde é feita a formalização dos EI – trabalhadores por conta própria como vendedoras de roupa, costureiras, cabeleireiras, rendeiras, pedreiros, borracheiros, barbeiros e verdureiros, entre outros.
Morador de Samambaia (DF), o piauiense Kelvis Rocha está na relação dos que cresceram e se tornaram microempresa.  “Era isso que eu queria, pois a gente tem que pensar alto e ir buscar o que quer”, diz Kelvis. Aos 35 anos, ele conta que crescer no mundo empresarial é um objetivo que persegue desde os 17 anos, quando começou a trabalhar como feirante no Piauí. Passou dez anos vendendo frutas, verduras e legumes como ambulante em Teresina e cidades próximas. Na época, pouca gente se formalizava porque achava-se que era difícil e caro. 
Kelvis chegou a trabalhar algum tempo no comércio local, mas há cerca de três anos tomou a decisão que mudou a sua vida. Ele largou tudo e veio morar no Distrito Federal com a mulher e os quatro filhos. Trazia consigo uma ideia fixa: montar o próprio negócio na área de óticas, ramo em que tinha experiência.  Na capital federal, formalizou-se como empreendedor individual.
Investiu o pouco dinheiro que guardou em anos de trabalho na compra de óculos para vender pelas ruas da cidade. Colocava tudo numa mala e saía mostrando o produto aos potenciais compradores. Passado um ano, o empreendedor alugou uma sala. Hoje, é distribuidor de produtos do ramo, fabrica lentes e monta óculos.
A melhoria nos negócios também se reflete na vida pessoal. Financiou a casa própria e o carro novo e matriculou os filhos numa escola particular. Kelvis não tem dúvidas de que as conquistas foram possíveis graças à formalização como EI. A inscrição na categoria é gratuita e os tributos reduzidos. Os EI pagam uma taxa fixa mensal de 5% sobre o salário mínimo para a Previdência Social, mais R$ 1,00 se for da indústria ou comércio ou R$ 5,00 se da área de serviço.
“São facilidades fundamentais para quem está começando e não tem muitos recursos. Se não fosse isso, eu ainda estaria irregular”, diz Kelvis, que explica que quis se formalizar para crescer. “Quero expandir os negócios” diz o empresário. Ele lembra de outra ajuda muito importante: as orientações que buscou no Sebrae. “Fiz o registro com a ajuda do Sebrae”, diz o empresário, que também buscou informações na instituição sobre a gestão do negócio. “Uma das orientações foi que, se eu quisesse ter sucesso, precisava me profissionalizar”, lembra.
Por conta própria, fez um curso de mecânica ótica, no qual aprendeu a fabricar lentes e montar óculos. Também segue à risca um lema que aprendeu no Sebrae: “para progredir é preciso, além de aproveitar oportunidades e condições favoráveis, traçar metas, acreditar no próprio ideal, ter foco e trabalhar para conseguir seu objetivo”.

FONTE: AGÊNCIA SEBRAE

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