domingo, 7 de outubro de 2012

INVESTIMENTOS NOS MEI'S PODE AUMENTAR

SÃO PAULO - A proposta para ampliação de financiamento para os microempreendedores individuais foram discutidas no Ministério da Previdência Social, em um grupo de estudo que trata especificamente sobre crédito para o MEI.
Os debates levaram em conta a pesquisa do Sebrae sobre o perfil do microempreendedor individual, com estudos sobre a oferta de crédito de bancos públicos para ao MEI.
O levantamento do Sebrae mostra que apenas 10% dos mais de 11,5 mil microempreendedores buscaram financiamentos. Desse total, 68% foram aos bancos públicos e 50% deles conseguiram empréstimos. Do restante, 27% procuraram instituições privadas, cooperativas e organizações não governamentais, sendo que 52% conseguiram.
Segundo o analista de acesso a mercado e serviços financeiros do Sebrae, João Silvério, a ideia é cruzar essa pesquisa com informações das instituições financeiras envolvidas.
Microcrédito
O grupo também vai analisar os resultados do Programa Crescer de Microcrédito Produtivo Orientado, destinado a microempreendedores informais e MEI, além de microempresas com receita bruta de até R$ 120 mil. O programa empresta até R$ 15 mil por operação com juros de 8% ao ano e taxa de abertura de crédito de 1% sobre o valor financiado.
Dados apresentados pelo secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Fazenda, João Rabelo, mostra que até julho deste ano, o Programa Crescer emprestou R$ 2,5 bilhões. Desse montante, R$ 207,1 milhões foram para os microempreendedores individuais. O programa tem a intenção de aumentar o acesso do MEI a esses recursos.
O secretário de políticas de políticas de Previdência Social do MPS, Leonardo Rolim, diz que também será feito o cruzamento de dados entre a oferta de crédito aos empreendedores informais e MEI com o Cadastro Único para Programas Sociais, do governo federal.
Segundo Rolim, um dos objetivos é entender as dificuldades de acesso ao crédito por parte dos empreendedores e por que os que conseguem financiamento continuam na informalidade. “O crédito é um dos itens de incentivo à formalização”, lembrou.

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