sábado, 15 de março de 2014

SER EMPRESÁRIO INDIVIDUAL PODE GUINAR CARREIRA

Depois de trabalhar dez anos em uma empresa atuante no segmento de organização de eventos corporativos, Fabiana Lima, 30, foi demitida durante uma reformulação no quadro de funcionários nova diretoria da companhia. Um ano após o banho de água fria, hoje Fabiana considera que a demissão, em vez de abreviar sua carreira, foi responsável por impulsioná-la.
 


Aproveitando os contatos e a experiência acumulados em uma década de profissão, ela resolveu abrir seu próprio negócio de organização de empresas. Se não tem estrutura para competir com os antigos chefes, Fabiana tem outras vantagens, como isenção de impostos e acesso a crédito barato. A solução que ela encontrou foi se tornar uma microempreendedora individual, possibilidade que os trabalhadores informais têm para regularizar sua atividade.
Segundo balanço divulgado pelo Sebrae, em todo o Brasil existem cerca de 3,98 milhões de microempreendedores individuais, sendo 10% deles (398 mil) em Minas Gerais. Apenas em 2013, o país teve 113,9 mil cadastros, aumento de 34% em relação aos formalizados de 2012.
“Pelo boca a boca as pessoas vão descobrindo que é um bom negócio se formalizar. Os dois grandes benefícios são a possibilidade de contribuir com o INSS com apenas 5% do salário mínimo e linhas de crédito específicas”, diz a analista técnica do Sebrae-MG, Ariane Vilhena.

A-G
Os requisitos exigidos para se cadastrar são possuir um faturamento anual inferior a R$ 60 mil (R$ 5.000 por mês), não ser sócio de nenhuma outra empresa, não possuir filiais e ter, no máximo, um funcionário com carteira assinada, com remuneração máxima de um salário mínimo ou o piso da categoria. “É uma alternativa ótima para usar como incubadora. Acho que vou ficar mais um tempo me estruturando, entendo o mercado até formalizar uma microempresa”, diz Fabiana.
Outra etapa. Luciana Azevedo está prestes a deixar de ser microempreendedora individual para se tornar microempresária. Depois de voltar de uma temporada na Europa, onde estudou gastronomia, ela resolveu fabricar e vender massas congeladas. No começo, ela fabricava 4 kg de massa por dia, que vendia para amigos e vizinhos. “Quando pessoas que você não conhece te ligam querendo fazer encomendas, é um sinal de que o negócio está no caminho certo”.
Depois de seis meses, ela precisou contratar uma funcionária, já que o volume passou a ser de mais de 30 kg de massa por mês. “Como posso emitir nota fiscal, consegui atingir um mercado de empresas que, de outra forma, seria inatingível. Esse período como microempreendedora foi fundamental nesse processo”, avalia. 
 

Lei surgiu como complemento à de pequenas e microempresas

Durante o processo de regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (LC 123/2006), foi pensado o conceito de pré-empresa – estágio embrionário de um negócio que precisaria ser incentivado.

A figura do Microempreendedor Individual (MEI) foi surgir, no entanto, após a Lei Complementar 128/2008, que alterou a Lei das Micro e Pequenas Empresas. “Essa figura do microempreendedor veio para atacar basicamente dois pontos”, diz a analista técnica do Sebrae-MG, Ariane Vilhena. “O primeiro ponto foi criar um mecanismo para estimular que milhões de trabalhadores saíssem da informalidade. O segundo foi o de dar competitividade e incentivos para esse trabalhador se transformar em uma empresa”.

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