segunda-feira, 30 de junho de 2014

NEGÓCIOS DE RUA PROSPERAM

Com investimentos mais acessíveis que variam entre R$ 18 mil a R$ 200 mil, retorno de lucro rápido e custos operacionais menos onerosos, os negócios de alimentação na rua crescem e se profissionalizam em Ribeirão Preto. 

Somente nos últimos dois anos, De acordo com dados levantados pelo Ministério do Desenvolvimento, o número de microempreendedores que trabalham com serviço ambulante de alimentação na cidade dobrou.
Hoje, a prefeitura da cidade tem em suas bases de dados pelo menos 506 negócios do tipo enquadrados ao programa microempreendedor individual, cerca de 3% do total de MEIs registrados na cidade.

“A principal característica desses vendedores de alimentos nas ruas, perfil que mudou nos últimos anos, é o registro no programa Microempreendedor Individual.
Hoje, a maioria dos donos de carrinhos e trailers espalhados pela cidade estão formalizados no MEI, que facilita o processo e aumenta a formalização”, diz Oswaldo Braga, chefe do Departamento de Fiscalização Geral da Prefeitura.

Um beneficio paupável a esta situação, por exemplo, é o fato de haver isenção da taxa de R$ 10 de inspeção da Vigilância Sanitária cobrado obrigatoriamente a todos os vendedores ambulantes de alimentos.
E ainda cita Braga, a formalização pelo MEI desse tipo de negócio fez com que a alimentação nas ruas de Ribeirão se profissionalizasse da mesma forma.
“Hoje temos negócios mais organizados e ideias diferentes, que chamam a atenção e se destacam”, diz. E um desses destaques, que é notado por todos que passam pela Avenida Treze de Maio após as 19h, é o carrinho com um forno a lenha, do microempreendedor Fabrício Formoso.
E os negócios neste nicho não se restringem a vendedores originalmente da cidade, há presença de "Imigrantes", como Negócio de família, a microfranquia de pizzas que nasceu na cidade de Espírito Santo do Pinhal chegou a Ribeirão há um ano.
“É um negócio muito bom, fez sucesso aqui, temos movimento todos os dias e o processo é bem mais fácil. Como não temos aluguel para pagar, só temos os custos com o produto. O lucro fica maior”, diz Fabrício, que chega a vender 120 minipizzas por noite na avenida.
Os investimentos no carrinho foram pagos em dois meses de trabalho, o empreendedor e a mãe ficam de quarta-feira a domingo na avenida e já têm planos de expansão do negócio. “Até o final do ano vamos investir em um outro carrinho em outro ponto da cidade”, diz.
‘Boa alternativa para conhecer o mercado’
A alimentação na rua, em pontos ambulantes, é uma tendência em Ribeirão Preto, de acordo com o Sebrae-SP. 
O órgão tem um núcleo de apoio aos negócios ligados à alimentação e vê o crescimento gradativo dos chamados “food trucks” (pequenos caminhões, vans ou ônibus especializados de alimentação) em Ribeirão Preto.
“Ainda não existe um movimento tão forte como em São Paulo, mas os negócios têm crescido. O número de negócios é cada vez maior e são ideias diferentes, novos investimentos”, diz a gestora do programa de alimentação do Sebrae Ribeirão, Daniele de Paula.
Ainda segundo Daniele, para quem quer investir no ramo de alimentação –que está entre os que mais crescem na cidade- começar com um negócio na rua é uma boa opção. 
“É uma alternativa para quem quer conhecer o mercado e não tem um recurso para abrir um ponto fixo. Ter um carrinho, que tem um investimento menor, traz essa possibilidade de crescimento”, diz.
Milena Aurea / A Cidade
Wilson Martins atende clientes em seu ônibus (foto: Milena Aurea / Cidade)
Treze de Maio e Presidente Vargas são disputadas 
Os dois principais corredores de negócios de alimentação na rua em Ribeirão estão nas Avenidas Treze de Maio e Presidente Vargas. “São avenidas de grande movimento, com fluxo grande de carros, o que torna um espaço interessante para esse tipo de negócio”, diz Oswaldo Braga, chefe do Departamento de Fiscalização Geral da Prefeitura.
Clientes fiéis da comida de rua, o casal Bruno Ferreira da Silva, 25 anos, e Bruna Villela, 20, destacam a praticidade dos negócios. “É mais fácil e mais rápido, a gente vem sempre. E hoje são muitas opções na cidade, o que é bom”, diz.
Os preços também atraem os clientes, como os custos são menores, os valores ficam mais em conta. Na maioria dos carrinhos, é possível encontrar alimentos a partir de R$ 7,00.

OFERECIMENTO:



Martins começou com caminhão e hoje tem ônibus
E foi o que aconteceu com o empreendedor Wilson Cesar Martins, que há dez anos vende cachorro-quente nas ruas de Ribeirão. Ele começou com um negócio pequeno, em um trailer, já teve um caminhão, uma van e, desde dezembro de 2012, está com um ônibus na Avenida Treze de Maio.
“Já tinha planos de alguma coisa mais arrojada, diferente do que existe no mercado. Valeu a pena o investimento. É uma opção na rua, mas com lugares para sentar dentro do ônibus também, isso que agrada o cliente. Em Ribeirão existe essa tradição de comer nas ruas e um negócio diferente na rua chama a atenção”, diz Martins.
O empreendedor disse ainda que levou um ano e meio para conseguir montar a estrutura do ônibus, agora, os planos são de expansão do negócio. “Vou continuar na rua, mas com quatro novos pontos em modelo de franquias.”

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