sexta-feira, 9 de outubro de 2015

10 MILHÕES DE EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS

Brasil já tem 10 milhões de micro e pequenos negócios

Dia cinco de outubro é o Dia Nacional da Micro e Pequena Emp


Dia cinco de outubro é o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, por isso, a Sala de Emprego vai dar dicas para os empresários. Um em cada três brasileiros tem um negócio ou está montando um.
A empresa de vídeos e conteúdo do jornalista Nélio Junior funciona na casa dele e usa poucos equipamentos, mas quando o assunto é geração de oportunidades, a empresa parece gigante. “Eu preciso do câmera, do maquiador, do iluminador, eu preciso do motorista, eu loco o carro, que vai servir a equipe, a alimentação que eu preciso para a turma. Então, toda essa cadeia produtiva que, às vezes, ficava presa em determinado negócio, vai sendo movimentada e de uma forma muito mais rápida e eficaz”, relata.
A empresa de Nélio está entre os dez milhões de pequenos negócios no Brasil. Para ser considerada uma microempresa, é preciso ter um faturamento de até R$ 360 mil por ano. Na pequena empresa, o faturamento é de até R$ 3,6 milhões por ano.
“São as maiores geradoras de emprego e renda no país, responsáveis por mais de 17 milhões de empregos. Portanto, a pequena empresa é o motor da economia do Brasil”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Eduardo Barretto Filho.
Danilo e a Thaís Bonetti garantem que os bolos que eles vendem são iguais aos da nossa infância, aqueles que só a vovó sabia fazer. Eles deixaram de comprar um apartamento para abrir a loja na Zona Norte de São Paulo, em outubro do ano passado. Hoje, vendem 70 bolos por dia. “A gente conseguiu fazer uma parceria com o pessoal do bairro. Tanto escolas, como as lojas, o comércio”, conta Thaís.
Antes disso, eles começaram a vender para os vizinhos da rua. Agora, pretendem conquistar o bairro todo, a cidade inteira de São Paulo e o Brasil. “A intenção é franquiar o lugar, mas primeiro, deixar isso aqui bem redondinho, legal, pra gente mostrar qual o modelo que a gente gostaria que todo mundo seguisse”, afirma a empresária.
Perfil das micro e pequenas empresas
De acordo com o Sebrae, as micro e pequenas empresas respondem por 27% do PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país, e por 57% dos empregos formais. Segundo o Caged, de 20011 a 2014, elas geraram 3,5 milhões de empregos.
A maioria dessas empresas está Sudeste (50%). Em seguida, estão Nordeste (19%), Sul (18%), Centro-Oeste (8%) e Sul (5%).
Ter uma empresa é um dos principais sonhos dos brasileiros, aparecendo em terceiro lugar. Em primeiro lugar, aparece o desejo de comprar uma casa e, em segundo, de viajar pelo Brasil.
Microempreendedor individual
Cinco de outubro também é o Dia do Microempreendedor Individual, o profissional que trabalha por conta própria. A história de muitos deles só começou a dar certo quando eles se formalizaram.
A empresa de Marina Ramalho Fontenelle cabe toda em uma bicicleta. A administradora com especialização em finanças, hoje ganha as ruas para vender pudins: “Eu fui estudando para ver se realmente era isso, se ia dar certo, se era rentável e percebi que, realmente, o pudim é uma paixão nacional e não tem uma sobremesa mais querida que o pudim".
Ela está levando o novo trabalho tão a sério que decidiu formalizar o negócio e se registrou como microempreendedora individual: “Eu vi que precisava ter um CNPJ para levar como uma empresa mesmo, até pra facilitar na hora das compras, ter um fornecedor mais barato”.
Para virar microempreendedor individual, a pessoa precisa atender a duas exigências: faturar até R$ 60 mil por ano, o que dá uma média de R$ 5 mil reais por mês, e trabalhar sozinha ou ter, no máximo, um empregado.
Quem produz, vende ou presta serviço pode se formalizar como microempreendedor individual. Vale para qualquer tipo de atividade, desde que seja urbana. "Os ramos muito típicos do dia a dia de uma grande cidade, atividades práticas, serviços, pequenos consertos, quem dá suporte básico a pequenas fábricas, pequenas indústrias, eletricistas, mecânicos e, assim, nós temos um universo de mais de 450 atividades no Brasil que são contempladas com a lei", explica Alci Porto, diretor técnico do Sebrae.
O cadastro pode ser feito pela internet no Portal do Empreendedor. Basta preencher o formulário com os dados pessoais e as informações sobre o negócio. A partir daí, a pessoa passa a contribuir com 5% do valor do salário mínimo, o correspondente a R$ 39,40, para o INSS. Mais R$ 1 de ICMS, se for indústria ou comércio, R$ 5 de ISS, se for serviço, ou R$ 6, se for comércio ou serviços.
Aldemir dos Santos começou a contribuir há cinco anos. Agora, ele tem mais segurança para trabalhar como vendedor de biquíni na praia. “Eu posso me aposentar no futuro, tenho meus benefícios também. Se eu cair doente, alguma coisa assim, eu tenho as minhas garantias”, comemora.
Para o microempreendedor, entre as vantagens de sair da informalidade, está que ele vai ter o registro no CNPJ, que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais. A partir daí, ele tem direito a aposentadoria, auxílio-maternidade e auxílio-doença.

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