sábado, 2 de julho de 2016

EMPRENDEDOR INDIVIDUAL CRIA BOMBONS DIFERENCIADOS E FATURA ALTO

Quando a venda dos imóveis começou a cair, o corretor Thiago Araújo Lleigue, de 28 anos, aproveitou o dom da esposa Bruna Martinez, de 24 anos, que fazia bombom para os eventos da igreja e começou a vender o produto nas ruas de Campo Grande. Após três anos, ele criou rimas para os 10 sabores de bombons e a máquina de cartão de crédito que impulsionaram as vendas em 50%.



Chegou o bombom de copinho que passa até cartãozinho"
Thiago Lleigue

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Nas semanas que antecedem o Dia dos Namoradas, Thiago diz que a freguesia mudou a preferência de sabor e ele aposta que seja por causa da rima: “Quer um bombom de leite ninho para não ficar sozinho?”.
O sucesso do bombom no copinho é resultado do preparo do vendedor. Thiago conta que no primeiro dia voltou para casa com todos os bombons. Mas depois de ver um vídeo sobre vendas no Youtube, percebeu que a estratégia de venda dele estava errada.
“De início, ela me fez vender, mas não consegui vender nada no primeiro dia. Foi meio frustrante. Eu fui na Afonso Pena e na Santa Casa e percebi que eram lugares errados. Em outro dia, fui na lanchonete e em 30 minutos vendi os 50 bombons”, disse o vendedor.

Mesmo com o crescimento das vendas, Thiago não se acomodou. Ele viu outro vídeo e chegou à conclusão que “o marketing é a alma do negócio”. “Depois que comecei a fazer rima, aumentei 50% das vendas e, com a maquininha do cartão também”, afirmou Thiago.
Com a experiência, o vendedor sentiu a necessidade de estudar línguas. “Encontro de vez em quando uns estrangeiros, então comecei a estudar inglês. Até o fim do ano quero estar fluente”, completou.
Cada cor de fita representa um sabor de bombom. São 10 sabores oferecidos (Foto: Juliene Katayama/G1 MS)
Cada cor de fita representa um sabor de bombom.
São 10 sabores oferecidos
(Foto: Juliene Katayama/G1 MS)
Apesar da crise econômica que o país passa, o vendedor não tem do que reclamar. “Não senti queda nenhuma, só cresceu. Ano passado foi bom, mas esse ano foi melhor ainda”, enfatizou. Thiago diz que evita até de conversar com os concorrentes pessimistas. “Já mudei de casa, moro em apartamento, meu filho estuda em escola particular, quitei meu carro”, conta orgulhoso.
Pedido de todos
Thiago diz que o sabor mais pedido, ele ainda não tem que é o bombom fitness. Afinal, quem não quer se deliciar sem engordar. “Tem gente que me passa até receita. Eu prometi e tenho de cumprir. O problema são os ingredientes que precisam ser comprados pela internet”, disse.

O vendedor conta que já é conhecido e que tem clientes que o procuram pela noite campo-grandense. “Tem pessoas que vão atrás de mim e dizem: não vim na lanchonete, mas vim para te procurar”, conta.
Se quiser realxar tem bombom de maracujá"
Thiago Lleigue
Formalizar o negócio
Depois do preparo autodidata para vendas e das aulas de inglês, Thiago criou uniforme, o nome e a logo da marca. Mas o negócio não para e o próximo passo será formalizar a empresa. “Eu ainda estou ensaiando para fazer o MEI (Microempreendedor Individual) que vai formalizar. É o próximo passo. Eu passo máquina de cartão, mas é para Pessoa Física, não precisa de Pessoa Jurídica”, ressaltou.

Segundo o Sebrae, o trabalhador conhecido como informal pode se tornar um Microempreendedor Individual legalizado e passar a ter CNPJ. Com a formalização do negócio, terá facilidade para abertura de conta bancária, empréstimos e a emissão de notas fiscais.
Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar hoje até R$ 60 mil por ano ou R$ 5 mil por mês, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter no máximo um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria.
O MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL.

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