sábado, 10 de dezembro de 2016

Empreendedorismo de Sobrevivência

Abrir a própria empresa pode parecer inalcançável para a maior parte da população, porém com a crise e a criação do empreendedor individual está fazendo com que essa ótica venha sendo encarada de modo diferente. Uma das coisas que fazem com que essa mentalidade esteja mudando é o fato que a crise atual fez com que a economia no geral apresentasse alta no número de demissões — neste ano, já foram fechadas 751 mil vagas formais no Brasil, conforme números oficiais do Ministério do Trabalho — tem empurrado muita gente para o caminho do empreendedorismo, trazendo desafios quanto à formalização e à gestão do negócio.




Uma das alternativas mais comuns para tocar um negócio dentro da lei é se tornar Microempreendedor Individual (MEI), uma forma simplificada e barata de formalização. O MEI trabalha por conta própria e pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo (R$ 880) ou o piso da categoria. Para se enquadrar, é necessário faturar, no máximo, até R$ 60 mil por ano (equivalente a R$ 5 mil por mês) e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

No primeiro semestre, o aumento nos registros de MEI foi de 9,7%, enquanto os negócios enquadrados como microempresas e outras formas jurídicas caíram mais acentuadamente 9% a 13%, dependendo do porte. Os dados são da Boa Vista SCPC.
Conforme o consultor de empresas Claudio Nasajon, o principal ponto positivo do MEI está na tranquilidade de atuar regularmente sem grandes burocracias, exigências estruturais e desoneração de carga tributária, fora o fato de que muitos autônomos passam anos na informalidade. Há vantagem previdenciária, com valor do benefício de um salário mínimo na aposentadoria e sem precisar contribuir num teto mensal mais alto, isto é, imposto simplificado e contribuição fixa conforme atividade exercida, além de benefícios antes não garantidos aos autônomos informais, tais como licença-maternidade, auxílio-doença, seguro por acidente de trabalho, acesso a financiamento e participação em licitação. O microempreendedor individual também tem à disposição linhas de crédito específicas de bancos públicos.

CONTINUE LENDO - PARTE 02: PORQUE SER MEI.
                                      PARTE 03: AS OBRIGAÇÕES.
                                      PARTE 04: ATIVIDADES PARA SAIR DA CRISE.

1 comentários:

Janduí Macedo

Muito bom!

Dí lo que piensas...