ESPECIAIS: MANOEL LIMA BARROS


epois de 30 anos de trabalho, Manoel de Barros formaliza seus serviços
Wanessa de Almeida
Silvio Simões
Depois de 30 anos, Manoel Lima de Barros saiu da informalidade
Depois de 30 anos, Manoel Lima de Barros saiu da informalidade
Goiânia – Depois de trinta anos trabalhando na informalidade, o catador de papel Manoel Lima de Barros, 60 anos, realizou o sonho da regularização de seu negócio. Morador de Abadiânia, município a 85km de Goiânia (GO), ele procurou o escritório do Sebrae na região para pedir informações sobre o Cadastro Nacional de Pessoa Física. Nunca pensou que já pudesse sair de lá como Empreendedor Individual (EI).
Mas até transformar o sonho em realidade, Manoel percorreu um longo caminho cheio de dificuldades. No final dos anos 70, ele saiu de Porteirinhas, interior de Minas Gerais, em busca de melhores condições de vida. Por ser analfabeto e não ter documentos de identificação enfrentou grandes dificuldades. Mas com a ajuda de um dono de uma chácara de hortaliças, conseguiu trabalho e documentos.
Primeiro foi servente de pedreiro, depois mestre de obras, mas foi como catador de papel e outros produtos recicláveis que ele juntou dinheiro, construiu uma casa e se casou com Valdeni de Barros.  Com o trabalho e a ajuda de conhecidos, as duas filhas do casal conseguiram entrar na universidade. Adriana, 34 anos, a mais nova, é psicóloga. Já Viviane, 35, é professora.
Como EI, Manoel busca mais qualidade de vida e também lucro. Agora ele quer vender o que recolhe às empresas de reciclagem que exigem CNPJ. “Sempre perdi dinheiro vendendo o material para atravessadores que pagavam bem abaixo do preço de mercado. Agora isso mudou”, comemora.
Produto de maior valor na reciclagem, as latas de alumínio devem proporcionar aumento de ganho de até 30%. Hoje, Manoel vende o quilo de latinhas a R$ 2 para o atravessador. Entregando diretamente ao depósito, ele pode receber até R$ 2,60. “É uma diferença grande”, contabiliza.

Cidadania

Assim como o catador de papel de Abadiânia, milhares de microempresários permanecem com negócios informais por desconheceram as desvantagens da formalização. Mesmo sem ter frequentado escola, Manoel tinha consciência de que somente com a regularização é que seu trabalho renderia mais lucros e lhe daria melhores condições de vida.

E foi sua persistência que causou a admiração da equipe do Sebrae em Anápolis. A Agente de Desenvolvimento Tânia Cristina Pereira de Andrade conta que, durante o preenchimento da ficha de atendimento, Manoel não sabia informar o número de seu telefone celular. Humildemente, ele pediu a ajuda de Tânia. A solução foi ligar do aparelho de Manoel para outro número de celular.  
“Ele ficou impressionado e chorou bastante, porque nunca tinha recebido tanta atenção. O trabalho na rua não é fácil. Muitas vezes os catadores são humilhados”, destaca Tânia.
Num galpão pequeno na periferia de Abadiânia, Manoel Lima de Barros prensa os papéis para serem enviados à reciclagem em uma máquina manual, que ele mesmo fabricou. É preciso muita força para prensar o material. O sonho de Manoel agora é comprar um equipamento adequado para o trabalho.
Serviço:

Sebrae - Regional Centro: Av. Minas Gerais, 135, Setor Jundiaí – Anápolis (GO)
Telefone: (62) 3321-3727
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899
Manoel Lima de Barros
(62) 9152-8526
Rua João Ferreira, Qd. 106, Lt. 14, Prolongamento I, Abadiânia (GO)

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